Especialistas reforçam: clínicas de estética não estão autorizadas a aplicar canetas de emagrecimento
Especialistas alertam que medicamentos injetáveis para perda de peso têm prescrição restrita a médicos e não podem ser utilizados em ambientes estéticos, sob risco sanitário e legal.
Especialistas da área médica têm reforçado um alerta importante à população: medicamentos injetáveis indicados para tratamento de obesidade e controle metabólico — popularmente conhecidos como “canetas de emagrecimento” — não são procedimentos estéticos e, portanto, não podem ser prescritos, manipulados ou aplicados por clínicas de estética ou profissionais com formação exclusiva em estética injetável.
De acordo com normas sanitárias vigentes no Brasil, esses fármacos são classificados como medicamentos de uso controlado, sujeitos à regulamentação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e à prescrição obrigatória por médicos habilitados, geralmente com acompanhamento clínico contínuo. Entidades médicas ligadas à endocrinologia também destacam que o tratamento da obesidade exige avaliação individual, investigação de comorbidades e monitoramento de possíveis efeitos adversos, etapas que não podem ser substituídas por abordagens meramente estéticas.
A aplicação sem prescrição médica, além de representar risco direto à saúde, pode configurar infração sanitária e exercício irregular de atividade privativa da medicina. Entre os perigos apontados estão reações adversas, uso de doses inadequadas, ausência de acompanhamento clínico e até a utilização de produtos de procedência desconhecida.
Diante desse cenário, a orientação dos especialistas é clara: tratamentos medicamentosos para emagrecimento devem ser realizados exclusivamente sob supervisão médica. A população também é incentivada a desconfiar de ofertas rápidas de perda de peso em ambientes estéticos e a buscar sempre avaliação profissional adequada, priorizando segurança, evidência científica e cuidado integral com a saúde.
O debate reforça a necessidade de informação correta e de fiscalização sanitária contínua para proteger pacientes e garantir que terapias médicas sejam conduzidas dentro dos padrões legais e científicos estabelecidos no país.


