Cajamar registra primeiro caso suspeito de dengue em 2026 e autoridades reforçam alerta à população
Notificação em investigação acende alerta para o início do período crítico de proliferação do Aedes aegypti no município.
O município de Cajamar registrou o primeiro caso suspeito de dengue em 2026, segundo dados do Painel de Monitoramento de Arboviroses do Governo do Estado de São Paulo. Até o momento, não há casos confirmados da doença, nem notificações positivas, apenas um registro que segue em investigação pelas autoridades de saúde.
A notificação acende um sinal de alerta para o início do período mais crítico de circulação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, da zika e da chikungunya, especialmente durante os meses de calor e chuvas intensas, que favorecem a proliferação do vetor.
De acordo com o histórico epidemiológico do município, em 2025 Cajamar contabilizou 131 casos confirmados de dengue, sem registro de óbitos. Naquele ano, dois casos foram classificados como graves, e a incidência da doença chegou a 134,98 casos por 100 mil habitantes, índice que exigiu atenção constante da rede de saúde.
O cenário mais preocupante, no entanto, foi registrado em 2024, quando Cajamar enfrentou o maior surto de dengue de sua história, com 2.090 casos positivos e cinco mortes confirmadas em decorrência da doença. O aumento expressivo colocou o município em estado de alerta máximo e motivou ações intensificadas de combate ao mosquito.
Na região, a preocupação também cresce. Em Caieiras, cidade vizinha, já foi confirmado o primeiro caso de dengue em 2026, o que reforça a necessidade de vigilância integrada entre os municípios da Região Metropolitana.
As autoridades de saúde alertam que a prevenção continua sendo a principal arma contra a dengue. Medidas simples, como eliminar recipientes que acumulam água, manter caixas d’água bem vedadas e permitir o acesso de agentes de endemias às residências, são fundamentais para evitar a reprodução do mosquito.
A Secretaria de Saúde orienta que, ao apresentar sintomas como febre alta, dores no corpo, dor atrás dos olhos, manchas vermelhas na pele ou mal-estar intenso, a população procure imediatamente uma unidade de saúde e evite a automedicação. O monitoramento segue ativo, e novas atualizações devem ser divulgadas conforme o avanço das investigações.


